Oitavo post. Um samba popular, conhecido, que todo mundo sabe cantar. Que o povo gosta e vai pra rua, mais uma vez, cantarolar. Relembrar os tempos idos e afirmar seu amor pela mesma música. E todos recebem bem. Bem vindo de volta, samba popular. E lá vem ela... a moda fantasiada de samba popular. Pra todo mundo usar de novo o que já era quase esquecido. Ainda bem!
Se a gente fosse guardar todas as roupas e sapatos que a gente ‘adquire’ nessa vida, provavelmente não haveria essa necessidade insana de comprar a mesma peça, a cada 20 ou 30 anos. Esse vai e volta da moda só alimenta a nossa nostalgia e desnutre nosso bolso. Só. Quem nunca ouviu a mãe dizer: “-Eu tinha uma igualzinha, linda, só que com azul.”, “-Nossa, sua tia tinha um assim. Chiquérrimo. Mas se foi faz muito tempo”. Se você tiver sorte, ainda tem no armário, na casa da sua avó, mas cheirando naftalina. Nem dá pra usar.
Mas a verdade é que, depois de uma certa idade, você já começa a reconhecer as peças que já foram do seu próprio armário. O sapatinho que usava com o uniforme da escola. A sapatilha do Natal de 82 que combinava com o vestidinho lilás. É o caso das espadrilles e mocassins, meninas dos anos 80.
Mesmo que seja com uma alegria fugaz. Porque a gente compra, usa algumas vezes e ela passa de novo.
Os espadrilles (as alpargatas, sandálias feitas de corda) e mocassins já fervem nas lojas com cara de novidade. Arram! E lá vai a gente ver de perto. E a geração mais nova vai achar o máximo, a última invenção da moda. Eu gosto bastante desses revivals da moda.
“Ai que vida boa, ô lerê! Ai que vida boa, ô lará!...”
Música do Chico para esse post: Vai passar
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